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5º Encontro de Suinocultores da Capal discute resiliência em cenário desafiador e perspectivas do mercado

Na programação da 48ª Expoleite, evento reuniu diversos produtores associados da cooperativa para palestras e degustação de carne suína


Resiliência na produção de alimento e perspectivas para um cenário otimista para a carne suína no Brasil e no mundo foram os tópicos mais explorados no 5º Encontro de Suinocultores. A reunião, que teve cerca de 150 pessoas, aconteceu na última quinta-feira (14), dentro da programação da 48ª Expoleite, feira agropecuária promovida anualmente pela Capal Cooperativa Agroindustrial.


Na primeira palestra, ministrada pelo gerente de negócios Ton Kramer, da Zinpro Corporation, foram expostos os vários desafios enfrentados pela suinocultura, e o que o produtor é capaz ou não de controlar. De acordo com o profissional convidado, existe um espaço enorme para melhorias, crescimento e evolução na produtividade de carne suína, que é a carne mais consumida no mundo. “A suinocultura é feita de ciclos com maiores e menores dificuldades. Sabemos que este não é o último desafio, então devemos estar preparados”, declara.

Durante o painel, foram abordadas as dificuldades que fogem do controle do suinocultor, como problemas de logística, a inflação dos preços, a retração das exportações, o alastramento da peste suína africana, a guerra na Ucrânia e o consequentemente aumento do custo de insumos. Entretanto, mesmo diante destes obstáculos, Kramer afirma que o cenário é favorável no futuro e o produtor deve fazer a sua parte.



Dentre as recomendações, o palestrante reafirma a importância de proporcionar um ambiente adequado para a manutenção dos animais nas granjas, o manejo responsável com soluções que fazem a diferença, os cuidados para garantir sanidade no local de produção e gestão sustentável dos negócios.

Segundo Kramer, outra questão primordial é a familiaridade dos suinocultores com a tecnologia e a importância na análise de dados gerados seja por aplicativos ou planilhas eletrônicas. “A modernização e a automação estarão cada vez mais presentes no nosso negócio, e a análise de dados pode antecipar algumas adversidades, o que vai ocasionar automaticamente uma ação preventiva de baixo custo”, explica.



Brasil na 4a posição
Na última palestra do 5º Encontro de Suinocultores, intitulada “As tendências e desdobramentos do mercado mundial de suínos”, foi apresentada uma análise detalhada do mercado doméstico de carne suína, além da participação crescente do Brasil nos mercados internacionais, destacando-se gradualmente no cenário de exportação. Segundo o palestrante Luis Rua, diretor de Mercados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o Brasil ocupa atualmente a 4ª posição como produtor e exportador mundial de carne suína.

“Dentro de uma lógica de mundo, acho que o pior já passou no primeiro semestre e o mercado interno vai receber agora uma injeção econômica a partir de agosto. No exterior, ainda que o Brasil não tenha uma reputação tão boa em alguns aspectos, na suinocultura, estamos de igual para igual porque somos um dos mais importantes players”, afirma.


Outros pontos de atenção enumerados por Rua são a Ásia como região com demanda por proteína animal brasileira, mostrar que a suinocultura brasileira trabalha com sustentabilidade porque há aptidão e vocação para essa condição e despertar a confiança do consumidor, ainda mais em um mundo com tantas notícias falsas circulando.

O cooperado Luan Pot, de Arapoti, aprovou o conteúdo repassado pelas palestras. “Achei bem interessante, porque são temas que precisamos acompanhar sendo suinocultores. As falas foram muito esclarecedoras e trazem um novo ponto de vista para a gente porque os dois palestrantes são de fora, experientes e sabem da realidade de outras regiões, então deu para aproveitar bastante”, opina.


A atividade de encerramento do 5º Encontro de Suinocultores da Capal teve uma demonstração de cortes especiais com o especialista José Roberto Pozzebon. Toda a demonstração foi exibida no telão para os associados acompanharem os movimentos. Na sequência, houve degustação preparada pelo chef Dobis, incentivando o aumento do consumo de carne suína.


Sobre a Capal Cooperativa Agroindustrial
Fundada em 1960, a CAPAL conta atualmente com mais de 3,4 mil associados, distribuídos em 21 unidades de negócios, nos estados do Paraná e São Paulo. A cadeia agrícola responde por cerca de 65% das operações da cooperativa, produzindo mais de 862 mil toneladas de grãos por ano, com destaque para soja, trigo, milho e café. A área agrícola assistida ultrapassa os 161 mil hectares. O volume de leite negociado mensalmente é de 12 milhões de litros, proveniente de 320 produtores. Além disso, a cooperativa comercializa 31 mil toneladas de suínos vivos ao ano.

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