31 DE MAIO - UM ANO APÓS O PRIMEIRO CASO DE COVID EM NOSSO MUNICÍPIO A SITUAÇÃO É PREOCUPANTE E PARECE SEM SOLUÇÃO.




Arapoti completa hoje, 31 de Maio, um ano desde que foi confirmado o primeiro caso de contaminação pelo coronavírus na cidade. A confirmação foi a de um caminhoneiro, que teria se contaminado em um jantar de confraternização com membros da Igreja, inclusive pessoas de outro estado participaram do evento que aconteceu na residência do próprio caminhoneiro. De lá para cá, foram 2556 pessoas contaminadas na cidade, sendo que 49 perderam suas vidas. Estes dados são da ultima sexta-feira (28).

O marco de um ano da pandemia na cidade, ocorre justamente no pior momento da doença no município. Um ano depois, Arapoti sofre com a lotação do Hospital Municipal 18 de Dezembro, e vê um colapso nos hospitais de referencia do estado, o que deixa o município sem opções de transferência.

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Mesmo com um ano de enfrentamento ao CORONAVÍRUS, ainda pouco se sabe sobre a doença, as formas como ela age e as seqüelas que deixa. No entanto, uma coisa é certa: a gravidade das marcas deixadas, não são lembradas só por quem perdeu um familiar, mas também por aqueles se contaminaram e viram de perto a intensidade da doença.


Para a Secretária de Saúde Andrea Cristina, a piora nos casos neste ano veio, após uma seqüência de altos e baixos.

"Quando começou a pandemia, a gente imaginava que teria bastante casos e que seria grave. Mas depois entrou naquela descida, e a gente achou que estava tudo dentro dos conformes. No entanto, o que tivemos foram dois ou três meses com os números de casos caindo e depois começou aumentar e chegou na situação que está hoje", afirmou.

Para Andrea, a piora nos casos tem sido atribuída ao cansaço da população, que parou de se importar com a gravidade da doença. "O que a gente mais atribui é o fato da população ter entrado em uma fadiga e cansaço. Com isso diminuiu a percepção de risco, e ficou com impressão de que está tudo bem", disse ela.

Por outro lado, ela também destacou que um dos principais desafios agora, é o cansaço dos profissionais da saúde.

"A maior dificuldade hoje claramente é a sobrecarga de trabalho; o cansaço do trabalho. Estamos com duas frentes, de um lado uma pandemia exacerbada, e a outra frente é a vacinação. Então temos que planejar uma campanha gigante e cercada de incertezas", disse Andrea.

FALTA DE ADESÃO
"O que eu mais observo é a falta de consciência da população em adotar as medidas de precaução, fazer o distanciamento, usar máscara, higienizar as mãos; a população não tem colaborado. Vemos muitas festas, muito desrespeito e fica difícil controlar o vírus nessas circunstâncias. Pelo jeito vai durar muito mais do que todos esperavam", disse.

Perguntado se houve falhas da administração, Andrea respondeu: "Não acredito que haja falhas. Acredito que deveria ter um pacto dos governantes com a sociedade, tivemos fases mais duras, mais restritivas, que diminuíram os casos e as internações. O que pedíamos era o esforço individual para preservar o coletivo, e não aconteceu. Se a população tivesse seguindo as orientações, não estaríamos assim”.

"A gente poderia até fazer um lockdown, mas se as pessoas quiserem driblar, nós não conseguimos estar em todo lugar o tempo todo. É uma questão de conscientização mesmo", Finalizou a secretária.

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