Em uma semana, os casos de dengue confirmados no Paraná passaram de 798 para 962. O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, lembra que o Governo do Estado, junto com os municípios, vem intensificando os trabalhos de combate ao mosquito transmissor da doença. “No entanto, reafirmamos a importância do envolvimento da população nesse trabalho”, enfatiza o secretário.

Os casos autóctones (contaminação no próprio município) aumentaram de 740 para 896 e os importados passaram de 58 para 66.


Seis municípios paranaenses estão em alerta de epidemia, quatro a mais que na última semana epidemiológica - Itambé, Moreira Sales, Rancho Alegre, Santa Mariana, Nova Londrina e Capanema.

“A Secretaria da Saúde está atenta e apoiando os municípios nas ações de combate ao Aedes Aegypti. Ainda temos um período de transmissão que deve seguir até maio, exigindo muito cuidado por parte da população”, explica a médica veterinária Ivana Belmonte, da Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde.

PRIMEIROS CASOS - Cinco municípios apresentaram nesta semana seus primeiros casos autóctones de dengue, o que confirma a circulação local do vírus - Catanduvas, Cruzeiro do Sul, Nova Londrina, Santo Antonio do Caiuá e São João do Caiuá.

CUIDADOS - A população deve limpar os quintais todas as semanas, para evitar acúmulo de lixo que possa juntar água. Vasos de plantas também podem conter ovos ou larvas de mosquitos.

Os criadouros estão em qualquer acúmulo de água parada, por menor que seja, até em tampinhas de garrafa. Mas são encontrados com maior frequência em lixo, como resíduos plásticos, espalhados pelas ruas. É preciso atuar ativamente mantendo quintais limpos, sem acúmulo de lixo, pneus, garrafas, por exemplo; calhas, marquises e ralos.

Os pratos das plantas podem ser completados com areia grossa até as bordas ou ser lavados com água, bucha e sabão todas as semanas, para eliminar ovos do mosquito. Locais de armazenamento de água devem ser mantidos com tampas.
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