O plano de emergência da Vale da barragem do Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), previa que o refeitório dos funcionários poderia ser atingido pela onda de lama em até um minuto, em caso de ruptura da estrutura de rejeitos. O local foi um dos primeiros a ser atingido após o colapso da barragem.

Segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo, a Vale já sabia do rompimento da estrutura que a eventual tragédia poderia destruir, além do refeitório, a parte administrativa da empresa, e que os rejeitos poderiam alcançar até 65 quilômetros do ponto do acidente.

No Plano de Ações Emergenciais da barragem, a Vale simulou possíveis danos de um eventual desastre envolvendo a estrutura do Córrego do Feijão. Segundo a Folha de S. Paulo, no plano da empresa havia seis sirenes instaladas no entorno do complexo da mina, fora da área a ser inundada, e que soariam em caso de acidente.

Na hora da ruptura na última sexta-feira (25), no entanto, nenhuma sirene soou. Segundo o presidente da Vale, Fábio Schvartsman, os equipamentos de alerta não tocaram porque foram engolidos pelo mar de lama.

Nesta sexta-feira (1º), a Vale afirmou que todas as suas barragens possuem plano de emergência com base em estudos técnicos em hipotéticos cenários de colapso.

De acordo com a empresa, o plano da barragem próxima a Brumadinho foi protocolada na prefeitura da cidade, e nas defesas civis municipal, estadual e federal entre julho e setembro de 2018.

Reportagem, Thiago Marcolini
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