A partir do dia 1º de julho, os produtores rurais de todo o país poderão fazer empréstimos a juros menores. A medida foi anunciada nesta semana no lançamento do Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2018/2019, que define mais R$ 194 bilhões de crédito, juros reduzidos e amplia o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) para R$ 2 milhões.

Esse plano prevê a queda de 1,5 ponto percentual para as taxas de juros do crédito rural. Além disso, houve redução das taxas de juros de custeio para 6% ao ano, destinada a médios produtores, aqueles com renda bruta anual de até R$ 2 milhões, e para 7% ao ano para os demais.

O produtor rural Neuro Matté, por exemplo, planta soja, milho, feijão e trigo. Para custear a produção, ele faz empréstimos anualmente. Somente neste ano, Matté pegou R$ 700 mil.

“A gente tem que disponibilizar um valor muito alto a cada safra. Então, você ter o custeio disponibilizado, se possível, com juros menores, a gente consegue barganhar na hora da compra, para conseguir comprar com um valor menor, se possível. A gente já fez a compra dos insumos, a gente vem fazendo correção de solo, rotação de culturas... então, todo ano a gente pega o custeio agrícola.”

Durante o evento de lançamento do programa, em Brasília, o presidente Michel Temer ressaltou que essa é mais uma forma de ajudar os produtores rurais. Também disse que recebe, frequentemente, elogios de líderes de vários países no que se refere à qualidade da agricultura brasileira.

“No mundo todo, a nossa agricultura tornou-se um sinônimo de produtividade, de eficiência, de segurança alimentar. São recursos que, naturalmente, estimulam a produção e impulsionam o crescimento da economia brasileira. Apoiar o produtor rural é incentivar a inovação tecnológica.”

Do total de R$ 194,37 bilhões previstos no plano anunciado, R$ 151,1 bilhões são para crédito de custeio. O crédito para investimento ficou em R$ 40 bilhões.

Além do crédito para custeio e para investimentos de R$ 191 bilhões, serão destinados R$ 2,6 bilhões para o apoio à comercialização e R$ 600 milhões para subvenção ao seguro rural.


Reportagem, Cintia Moreira
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