O Paraná é destaque mais uma vez na imprensa nacional, apresentando um desempenho diferenciado na economia, em relação aos demais Estados. Reportagem especial veiculada nesta quinta-feira (28) pelo jornal Valor Econômico, cita o crescimento de 2,5% do PIB paranaense, em 2017, superando a média nacional brasileira, que foi de 1%.

Entre os destaques apresentados pelo jornal está o recuo de 8,3% na taxa de desemprego no Paraná, no final de 2017, e a criação de 36.731 novas vagas, no primeiro quadrimestre de 2018. Outro comparativo foi a renda média domiciliar mensal: enquanto a do brasileiro em geral caiu 1,1%, representando R$ 1.217, a do paranaense subiu para 2,2%, alcançando R$ 1.476 mensais.

Os setores responsáveis por impulsionar esses bons resultados, conforme a reportagem, foram o agronegócio e a indústria. O Paraná é o maior fornecedor de carnes e o segundo maior produtor de grãos do país, respondendo por 10% do PIB estadual. Ano passado, o Estado comemorou uma safra recorde que ultrapassou 40 milhões de grãos e promoveu um crescimento de 11,5% no setor.

Esse índice impactou positivamente na renda e no consumo do produtor rural, estimulando o comércio e os serviços.

A indústria, que representa 25% do PIB estadual, cresceu 4,4% nesse mesmo período. A safra recorde impulsionou a encomenda de tratores e colheitadeiras, aquecendo o setor de máquinas e equipamentos. Somado a isso, o setor automobilístico também registrou crescimento de 16,4%.

RECUPERAÇÃO - A recuperação, após três anos de retração econômica, também tem efeito nas exportações de bens e capital do Estado, que cresceram 9% nos cinco primeiros meses de 2018. A cadeia metalmecânica (caminhões, tratores, máquinas e autopeças) e os produtos de base florestal são os destaques.

No total, as exportações cresceram 19,2% e alcançaram US$ 18,8 bilhões, sendo que a metade desse valor (US$ 9,3 bilhões) veio da indústria.

Na administração pública, as contas fecharam com superávit de R$ 1,97 bilhão, graças à contenção de despesas e ao aumento nas tarifas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

O ajuste fiscal restituiu a capacidade de investimento do Estado, que deve destinar uma parte à infraestrutura e logística, sendo que melhorias na malha rodoviária estão entre as prioridades.

A reportagem também cita a proposta do Paraná para a construção de uma ferrovia de mil quilômetros, ligando Dourados, no Mato Grosso do Sul, ao Porto de Paranaguá, resolvendo um dos principais gargalos logísticos do Estado.
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