Por Raphael Costa
De muita tradição, mas há um tempo decepcionando seus torcedores, a Inglaterra chega à Rússia querendo ser mais do que um coadjuvante de luxo. Depois do vexame em 2014, quando sequer conseguiu passar da fase de grupos, o English Team tenta repetir na Copa o bom desempenho das eliminatórias.


Já são 52 anos desde o primeiro e único título inglês em uma Copa do Mundo. De 1966 para cá, a seleção até alcançou fases decisivas, mas jamais levantou o caneco novamente. Na Eurocopa a situação é ainda pior, sendo uma das únicas grandes esquadras europeias que nunca conquistou o torneio. 

Apesar de ser o berço do futebol, revelar talentos e ter uma das ligas nacionais mais equilibradas do mundo, a seleção dos Três Leões não consegue ter bons desempenhos nos principais torneios entre seleções. 

O título de expressão mais recente veio nas categorias de base da Inglaterra, o que dá um sopro de esperança para o torcedor. No ano passado, durante torneio realizado na Índia, os garotos do sub-17 do English Team foram campeões, superando a Espanha na final. Na semifinal, eliminaram o Brasil.



Caminhada 
A Inglaterra se classificou para a Copa da Rússia sem sustos e de forma invicta. Em dez jogos, foram oito vitórias e dois empates. 18 gols marcados e apenas três sofridos, mostrando consistência no sistema defensivo, que conta com nomes como o do experiente Cahill, zagueiro do Chelsea, e o trio Delph, Stones e Walker, todos do Manchester City. 

A seleção que representa a rainha Elizabeth dentro de campo tem uma particularidade. Em meio à globalização no futebol, onde atletas jogam em ligas estrangeiras, a Inglaterra é uma exceção: é a única seleção em que todos os 23 jogadores convocados atuam no futebol local.O time que mais cedeu jogadores à seleção foi o Tottenham (5). Já os rivais de Manchester, tem quatro atletas cada entre os convocados. 

A esquadra inglesa é repleta de talentos individuais que podem desequilibrar. É o caso do veloz Sterling e do jovem Rashford. Entretanto, nenhum dos jogadores ingleses passa por uma fase tão boa quanto o atacante Harry Kane.O Furacão, como é conhecido no Tottenham, sempre teve uma boa média de gols, mas foi justamente nesta última temporada que seu desempenho ganhou a atenção do mundo da bola. Foram 41 gols em 48 partidas, 30 deles no campeonato inglês, o que lhe garantiu a vice-artilharia do campeonato. 

Pela seleção, Kane já jogou 24 jogos desde 2015 e já tem 13 gols marcados. O atacante assume o papel de goleador da seleção, após a aposentadoria de Wayne Rooney, maior artilheiro da história do English Team. 

Os ingleses estão no grupo G, ao lado de Bélgica, Panamá e Tunísia, e devem lutar pelo primeiro lugar na chave com os belgas. 

Apesar de ser superior ao Panamá e à Tunísia, as últimas atuações em Copas do Mundo ligam o sinal de alerta do time comandado por Gareth Southgate. A expectativa de é que a seleção inglesa não deixe escapar a vaga para a próxima fase, mas é sempre bom espantar a zebra. 

O primeiro jogo da Inglaterra será no dia 18 de junho, contra a Tunísia, às três da tarde, horário de Brasília.
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