José Maria Marin, de 85 anos, pode ser condenado a dez anos de prisão por crimes de corrupção



Um dos protagonistas do maior escândalo de corrupção da história do futebol, o ex-presidente da CBF José Maria Marin pode ser condenado a dez anos de prisão nos Estados Unidos. Nesta segunda-feira (6), o cartola de 85 anos começa a ser julgado no Tribunal Federal do Brooklyn, em Nova York, por crimes de corrupção. Desde o início das investigações, ele nega todas as acusações e afirma ser inocente.

Marin é acusado de receber propinas em negociações de direitos de TV em edições da Copa América, além de suborno em contratos da Copa do Brasil. Por isso, responde a sete crimes: três de fraude, três de lavagem de dinheiro e mais um por integrar uma organização criminosa. Segundo as investigações, o brasileiro e outros 41 dirigentes ligados à Fifa faziam parte de um grande esquema de corrupção que movimentou cerca de US$ 200 milhões.

Segundo informações do jornal The New York Times, o julgamento deve durar dois meses. Nesta semana, o julgamento deve ser inteiramente dedicado à formação do júri, composto por 12 pessoas que terão as identidades preservadas. A partir do dia 13, testemunhas serão ouvidas e provas serão apresentadas.

Se condenado, Marin poderá recorrer em prisão domiciliar. O brasileiro foi preso em 27 de maio de 2015, na Suíça. Extraditado para os Estados Unidos, fez um acordo para aguardar o julgamento em seu apartamento de 100 metros quadrados, em uma das áreas mais nobres de Nova York.



Reportagem, Tácido Rodrigues

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