JOAQUIM TÁVORA, MOTORISTA QUE MATOU FAMÍLIA DE ARAPOTI É CONDENADO A 12 ANOS DE PRISÃO

Pedro Henrique Negrini dirigia embriagado com faróis apagados durante a noite, e invadiu a pista contrária provocando a tragédia em 2010


O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri da Comarca de Joaquim Távora condenou na tarde desta sexta-feira, 30, o réu Pedro Henrique Bueno Negrini, 26, a pena de 12 anos e seis meses de reclusão, inicialmente em regime fechado, pela morte de quatro pessoas da mesma família, todos de Arapoti, em consequência de um grave acidente automobilístico provocado pelo acusado, na noite do dia 23 de maio de 2010, na PR-092, em Joaquim Távora. Segundo as investigações, Negrini estava bêbado, dirigia como os faróis apagados e invadiu a pista contrária ocasionando a colisão frontal.

De acordo com o promotor de Justiça Fabrício Muniz Sabag, o réu assumiu o risco de matar, razão pela qual pediu sua condenação aos jurados pelo crime de homicídio doloso. Já a defesa, representada pela advogada Marilza Siqueira Ferreira Mattiolli, defendeu a tese de homicídio culposo alegando que seu cliente não teve a intenção de provocar a tragédia.

A advogada argumentou que o acidente foi uma fatalidade, e apresentou elementos da investigação para convencer os jurados que o motorista Luiz Raizel Tesser, que perdeu a vida com a família, poderia ter evitado a colisão frontal no quilômetro 302 da rodovia estadual. Conforme a defensora, o laudo da Polícia Rodoviária Estadual (PRF) indicou que o carro guiado por Tesser freou por aproximadamente 20 metros, sugerindo que o condutor poderia ter desviado do veículo que invadiu a sua pista, e desta forma, quem sabe, evitado a própria morte e de seus parentes.

Após oito horas e meia de julgamento, o juiz Marco Antônio Venâncio de Mello leu a sentença que condenou o réu e determinou sua prisão imediata. Negrini, que desde 2010 aguardava pelo julgamento em liberdade, deixou o Tribunal do Júri em uma viatura da Polícia Militar em direção à Cadeia Pública de Joaquim Távora.

A defesa classificou o resultado do julgamento como arbitrário, e informou que irá recorrer da sentença junto ao Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR).


Justiça foi feita:
Aproximadamente 15 parentes das vítimas acompanharam o julgamento de Pedro Henrique Bueno Negrini no Fórum de Joaquim Távora nesta sexta-feira, 30. Os pais do motorista Luiz Raizel Tesser, que além do filho perderam a nora, uma neta e um parente do casal no acidente automobilístico comentaram a decisão da Justiça. “Esperamos esse momento por mais de sete anos, e finalmente a pessoa que destruiu a nossa família finalmente irá pagar pelo crime que cometeu. A Justiça foi feita!”, disse o agricultor Jurandir Luiz Alves Tesser, 66 anos. “O resultado do julgamento não irá trazer de volta os nossos entes queridos, mas poderá contribuir de alguma forma para que outras tragédias iguais não se repitam”, avaliou Cleide Braizer Tesser, 56 anos.


A esposa do passageiro Amilton Sérgio Pina, que também morreu no acidente, também comentou a sentença. “É triste ver a família desse jovem (réu) se desesperar por vê-lo indo para a cadeia, mas eles poderão visitá-lo sempre que sentir saudades, diferentemente de todos nós que aqui estamos”, disse emocionada a dona de casa Margarete Petrosk.

Relembre o caso:
Na noite do dia 23 de maio de 2010, o motorista Luiz Raizel Tesser, à época com 24 anos, sua esposa Ana Paula Mathias, 22, a filha do casal, Maria Eduarda Mathias Tesser, 4, e Amilton Sérgio Pina, 52, retornavam de Ourinhos (SP), onde haviam visitado parentes, para Arapoti. Por volta das 23h30, o Ford Fiesta conduzido por Pedro Henrique Bueno Negrini invadiu a pista contrária com os faróis apagados e bateu de frente com o VW Parati em que viajava a família. O único sobrevivente da colisão foi o motorista que provocou o acidente.

Após a tragédia, todos os anos, no dia 23 maio, parentes fixaram faixas com imagens das vítimas no local da tragédia cobrando as autoridades por Justiça.

Informações: Jaguariaíva Agora Portal de Noticias

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