Descarte inadequado de medicamentos gera impacto negativo ao meio ambiente e à economia, afirma especialista.



O descarte inadequado de medicamentos tem impacto direto no meio ambiente e na economia do Brasil. A afirmação é do farmacêutico e especialista em medicamentos e meio ambiente, Javier Gamarra. Ele explica que o descarte de remédios vencidos e em desuso no vaso sanitário, pia, ralo ou no lixo é uma prática comum no país. Isso porque a população brasileira gera de 10,3 mil a 13,8 mil toneladas de resíduos de medicamentos por ano, de acordo com estimativa apresentada pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). Mas, de acordo com Javier Gamarra, há uma forma correta de fazer o descarte desses produtos.

“Depois, com o resíduo que ficou, a gente tem que levar a um ponto de coleta.”

Javier Gamarra explica que descarte incorreto pode afetar, inclusive, a qualidade das águas e a capacidade reprodutiva de animais aquáticos. Por isso, ele defende que exista um sistema integrado em que a cadeia produtiva dos remédios se responsabilize também pelo descarte, e que haja pontos de coletas dos resíduos em farmácias, drogarias e unidades de saúde do sistema público. Para Javier Gamarra, essa logística reversa pode, inclusive, movimentar a economia do país.


“Um sistema de logística reversa viável, economicamente falando, seria uma oportunidade para a gente melhorar a condição ambiental, trazer oportunidades de negócios, abrir vagas em mercados de trabalho, porque fazer a gestão adequada do lixo, dos resíduos de um modo geral, é oportunidade de negócio.”

Em junho deste ano, foi aprovada em uma Comissão da Câmara uma proposta que obriga fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de medicamentos a adotarem a logística reversa. O relator do Projeto, deputado Lucas Vergílio (SOD - GO), comenta a proposta.

“Todos que ouvi da indústria se preocupam com esse projeto, querem fazer essa logística reversa, têm essa preocupação.”

Antes de ser votado, o Projeto de Lei 2121, de 2011, que trata do descarte correto de medicamentos, ainda precisa passar por mais três comissões na Câmara dos Deputados.

Reportagem, Jalila Arabi.

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