A tradicional festa do Rodeio Crioulo do CTG (Centro de Tradições Gaúchas) Trempe de Aço de Arapoti, reunirá sem dúvidas centenas de pessoas durante o final de semana no seu parque de apresentações. 

A Jovem Raiane Paulika treinando para as competições.

É que a partir de sexta-feira (07) até o domingo (09) será realizada a 35ª edição do Rodeio Crioulo Interestadual; Como de costume, o evento reunirá famílias que se identificam com a cultura gaúcha. Teremos familias do Paraná, São Paulo, Santa Catarina e de outros estados. Serão diversas provas realizadas durante os três dias envolvendo adultos e crianças com as premiações sendo divididas entre os vencedores das varias modalidades. 

Programação da festa: 
sexta-feira 07/04:
  • os eventos começarão às 14 horas com recepção dos convidados que ficarão acampados no camping do CTG. 
  • 16H00MIN horas terá início a primeira amostra do rodeio com a Prova Laço Troféu cidade, somente 100 inscrições, 01 por laçador (premiação – troféu). 
  • 18H00MIN Inicio do laço municipal (R$:1.000.00, se ultrapassar 20 pelotões R$: 1.500.00 e se ultrapassar 25 pelotões R$: 2.000.00, pelotões fechados mais troféu. 
  • 19H30MIN haverá torneio de truco com premiações para o primeiro, segundo e terceiro lugar. 
Sábado dia 08/04/17. 
  • 8H00MIN: laço dupla (ultrapassando 250 inscrições R$:3.000.00 de premiação). 
  • 10H00MIN: Inscrição de laço oficial; 
  • 11H30MIN: abertura oficial 
  • 12H30MIN: início do laço oficial 
  • 18H00MIN: continuação da vaca gorda em dupla 
  • 23H00MIN: baile gaúcho no clube Centro Estudantil com a Banda Marca Fandangueira. 
Domingo dia 09/04/2017: 
  • 08H00MIN reposição de armadas e reinicio do laço oficial.
  • 11H00MIN: Santa missa crioula.
  • 12H30MIN: reinicio do laço oficial. 
  • 14H00MIN: prova de rédeas. 
  • 17H00MIN: Entrega de premiações. 

Durante o 35º rodeio haverá no parque uma Tenda Cultural onde acontecerão diversas oficinas: 
• Preparo de chimarrão 
• Nós de laço (Palestrante Gregório Vacaria) 
• Culinária Típica 
• Artesanato para mulheres e crianças 
• Exposição da história do CTG TREMPE DE AÇO. 


Falamos com o “Patrão” do CTG (Presidente) que disse: “estamos preparando tudo com muito empenho para receber os laçadores e suas famílias, esperamos aproximadamente 500 laçadores; pois a cada ano vem aumentando o número de participantes; e gostaria de agradecer antecipadamente a todos que estão empenhados para que o evento aconteça dá melhor forma possível e um agradecimento especial aos doadores de gado” finalizou o Patrão Paulo Sérgio dá Rocha, mais conhecido como Paulinho.


Para sabermos como iniciou “CTG TREMPE DE AÇO” em Arapoti, Fomos falar com a Dona Shirlei (Constrular) que é vice-Patroa do CTG e toda feliz falou a reportagem do Voz do Povo. 


Segundo a Dona Shirlei tudo começou no final dos anos 70 e a primeira pista de laço do CTG em Arapoti foi onde hoje é o parque do Papai Noel, Fórum, Prefeitura e Câmara. Este terreno era da Fabrica de Papel e foi emprestado por um tempo e o Primeiro Patrão foi o Senhor Pedro Mendes. Mais tarde, e ela disse desconhecer o motivo pelo qual foi mudada a pista de laço para a fazenda do senhor Javet e aí a cada evento era uma festança comandada pelo então Patrão e sua família, isso durou mais ou menos seis a sete anos; até que um grupo comandado pelo próprio Patrão Javet resolveu comprar o terreno onde até hoje esta instalado o CTG.

Dona Shirlei esta envolvida com o CTG desde 1998 e disse que o mais importante é salientar que a festa do CTG é uma festa “Familiar” e tem muito respeito entre os participantes.


Um pouco de História...
Como surgiram os GTGs Terminada a Segunda Guerra mundial, na metade da década de quarenta do século passado, o Brasil entrou numa fase influenciada pela cultura norte-americana, adida ao grande vencedor da guerra. A cultura gaúcha estava no esquecimento. Quase apagada na memória do povo, embora o esforço dos escritores regionalistas e dos grêmios gaúchos. Havia um imobilismo cultural no Rio Grande do Sul. Não tínhamos identidade musical. As emissoras dos gaúchos só rodavam discos do gênero caipira, moda de viola paulista, e o povo, até do interior, tinha constrangimento de usar bombacha. Em consequência, a cultura estrangeira assumia o seu papel através da música, do modo de vestir, dos meios de comunicação, como revistinhas e cinema. Era preciso sacudir o Rio Grande, fazendo com que o seu povo passasse a cultuar suas tradições e não deixasse morrer o ardor por seu pago. Vai daí que um grupo de jovens estudantes do tradicional Júlio de Castilhos, de Porto Alegre, estudantes na sua maioria originários do interior do Rio Grande, resolveu criar o Departamento Cultural do Colégio, com a finalidade de cultuar as tradições do povo gaúcho, ao ponto de, na garupa do Fogo Simbólico Nacional, criar a Chama Crioula Rio-grandense e fundar o primeiro Centro de Tradições Gaúchas, que foi batizado de "35 CTG", na capital do estado, sementeira do Movimento Tradicionalista Gaúcho. Convém lembrar alguns nomes desses jovens: Paixão Cortês, Barbosa Lessa, Glaucus Saraiva, Ciro Dutra Ferreira, Orlando Degrazia, João Machado Vieira, Fernando Machado Vieira, Ciro Dias da Costa, Cilço Campos, Antônio Siqueira e o conterrâneo Wilmar W. De Souza, o Provisório. 0"35 CTG" dinamizou de tal forma o culto às tradições que passou a ser alvo de atenções, primeiramente das principais cidades gaúchas, em seguida de todo o Rio Grande e, atravessando suas fronteiras, principalmente onde havia uma família de gaúchos, migrava para outros estados da federação. A ideia cresceu e fez surgir o Movimento Tradicionalista Gaúcho - MTG- porque, a partir do ano de 1954, os CTGs, começaram a se reunir, em congressos tradicionalistas, onde deliberavam seus interesses e exigiam uma coordenação. Dessa forma, surgiu o MTG (Movimento Tradicionalista Gaúcho) que passou a congregar todas as entidades tradicionalistas, dirigidas por um coordenador ou coordenadora. O MTG tornou-se o catalisador, o disciplinador, o orientador das atividades dos centros de tradições gaúchas, dos departamentos tradicionalistas, dos quadros de laçadores, dos grupos folclóricos, no que diz respeito ao que preconiza a Carta de Princípios do Tradicionalismo Gaúcho, constituindo-se no maior organismo cívico-sócia-cultural do Rio Grande do Sul e, porque não dizer, do Brasil.







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