O governador Beto Richa participou nesta terça-feira (19) da inauguração da indústria química alemã Evonik, em Castro, nos Campos Gerais. O empreendimento, que é apoiado pelo Governo do Estado, por meio do programa de incentivos fiscais Paraná Competitivo, atua na produção biotecnológica do aminoácido Biolys, insumo destinado ao mercado de nutrição animal. “O empreendimento reflete o sucesso da política de atração de investimentos produtivos do Estado e consolida a industrialização dos Campos Gerais”, disse o governador. 




A Evonik é parceira da Cargill, também instalada na região com apoio do Estado. A Cargill fornece o amido de milho, matéria-prima para Evonik transformar em aminoácido para alimentação animal. “A importância dessas indústrias faz com que nos orgulhemos muito pela confiança no Paraná”, afirmou Richa. “Com certeza, elas avaliaram diversos estados e optaram pelo Paraná pelas boas condições, pelas oportunidades que nosso governo oferece, basicamente, através de um programa de atração de investimentos por incentivos fiscais”, disse o governador. 

Ele citou outros grande empreendimentos industriais na região, como a Klabin, a Ambev, a Paccar e o Grupo Águia. “Várias outras indústrias nacionais e internacionais procuram o Paraná pela boas condições que o Estado oferece, como investimentos em estradas, empresas públicas fortalecidas, programas de apoio qualificados, diálogo com o setor produtivo, além do Porto de Paranaguá com gestão moderna e eficiente. Esses empreendimentos colocam o Paraná na dianteira de investimentos produtivos no País. Empresas como a Evonik trazem riquezas aos municípios e, princialmente, emprego aos paranaenses”.

A Evonik criou 100 empregos diretos. A empresa investiu 100 milhões de Euros (cerca de R$ 360 milhões) em sua unidade de Castro. A previsão é produzir 80 mil toneladas por ano do insumo. A empresa está em produção desde dezembro e já exporta para mercados da América do Sul. O plano é exportar, também, para outros países.

“Desde o primeiro momento tivemos apoio enorme do Governo do Estado e, também, do município”, disse o diretor-presidente da Evonik na América do Sul, Weber Porto. “Sempre buscando ver de que forma poderiam cooperar para que a gente pudesse se habilitar para esses investimentos. Foi fundamental essa participação”, afirmou.

Ele ressaltou que o empreendimento impacta na região de Castro, ainda em desenvolvimento. “O empreendimento sempre atrai outros investimentos, além da oportunidade de empregos para mão de obra qualificada. Todos acabam tendo vantagens neste processo”, disse ele. 


ABUNDÂNCIA - O vice-presidente da Evonik na América Latina, Martin Toscano, disse que o Paraná é estratégico para a empresa pela abundância da matéria-prima para a produção de biolys. “Além disso, temos no Paraná grandes clientes e parceiros e estamos muito próximo do Porto do Paranaguá, o que permite a exportação do nosso produto”, afirmou Toscano. “Também o apoio Governo do Estado, que tem sido muito comprometido desde que tomamos a decisão da instalação da fábrica, facilitando o nosso caminho, cooperando e desenvolvendo junto esse projeto”, afirmou.

AGREGAR VALOR – Para o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, o principal ganho para o Paraná, com a fábrica da Evonik, é a agregação de valor ao milho. “O Estado é um grande produtor de milho. Quanto maior valor agregado, maior o preço pago aos nossos produtores. Quanto mais diversificado o uso do milho, mais chance tem o agricultor de receber preço maior”, disse o secretário. “Além disso, haverá economia de divisas, pois a produção da empresa reduzirá a importação desse aminoácido, que dá mais eficiência à produção de proteína animal”, explicou Ortigara. 

Presenças - Participaram da solenidade o presidente da diretoria executiva da Evonik Industries, Klaus Engel; o presidente da diretoria executiva da Evonik Nutrition and Care, Reiner Beste; o presidente da Cargill no Brasil, Luiz Pretti; o diretor-presidente do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Luiz Tarcísio Mossato Pinto, e o deputado federal Luiz Carlos Hauly. 

Governo expande rede de gás natural para atender empresas 

O Governo do Estado também está expandindo a rede de gás natural para atender as empresas que se instalam no Paraná. A Companhia Paranaense de Gás (Compagas) investiu mais de R$ 85 milhões nas obras de expansão da rede de distribuição nos Campos Gerais e interligou com uma rede de 76 quilômetros de dutos os municípios de Ponta Grossa, Carambeí e Castro. 

A Evonik e a Cargill iniciaram em novembro de 2015 o consumo de gás natural da companhia. As duas empresas estão sendo abastecidas com Gás Natural Comprimido (GNC). Após a obtenção das licenças necessárias para operação da rede da Compagas, as indústrias serão interligadas à rede de distribuição de gás natural.

Acordo com a Evonik inclui pavimentação de estradas

O secretário da Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, explicou que, dentro do acordo com a Evonik, o Estado entrou projetos de pavimentação de estradas da região. “Já fizemos a entrega, há um ano e meio, de um trecho da Rodovia do Cerne. Estamos agora finalizando o projeto de 15 quilômetros do Contorno Norte de Castro”, explicou Richa Filho. Segundo ele, esse projeto será executado em dois trechos, sendo um de 2,8 quilômetros, até a chegada das fábricas da Evonik e da Cargill. O restante, que será executado com recursos financiados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), será a continuidade até a rodovia, ligando os dois distritos industriais de Castro.

Grupo é um dos líderes mundiais em especialidades químicas

Com 150 anos de história, a Evonik está presente em 100 países e conta com mais de 33,5 mil colaboradores. Em 2015, teve um faturamento de 13,5 bilhões de Euros. É um dos principais líderes mundiais em especialidades químicas.

A empresa dispõe de mais de 25 mil patentes e patentes requeridas e 35 centros de pesquisa no mundo todo. O modelo de pesquisa estratégica, que se distingue pela proximidade dos clientes, pela cooperação, além de ciclos curtos de desenvolvimento, constitui um promotor importante para conquistar novos mercados. 

A Evonik se instalou no Brasil em 1953 e conta hoje com cerca de 600 colaboradores no País. Seus produtos são utilizados como matéria-prima em importantes setores industriais, como automotivo, agroquímico, biodiesel, borracha, construção civil, cosmético, farmacêutico, nutrição animal, papel e celulose, plástico, química e tintas.
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