Desde o dia 2 de março, quando a Lei Federal 13.103/15 entrou em vigor, os motoristas habilitados nas categorias C, D e E, necessárias para dirigir vans, ônibus e caminhões, devem passar pelo exame toxicológico que detecta o uso regular de drogas nos 90 dias anteriores ao teste. No Paraná, 17.876 mil condutores conquistaram ou renovaram a habilitação depois de passar pelo exame.


De janeiro a abril de 2016, as drogas mais apreendidas pela Polícia Rodoviária Federal nas estradas paranaenses foram maconha (7,5 toneladas), cocaína (65,4 quilos), crack (42,5 quilos) e haxixe (9,8 quilos). Em 2015, foram recolhidos 60 mil comprimidos de anfetaminas no Estado. 

O uso de drogas e direção é o tema da campanha “31 Dias para mudar o trânsito”, do Detran Paraná para o Maio Amarelo, neste sábado (21). “As drogas que tiram o sono e permitem que o motorista profissional dirija por mais tempo, são um problema grave de saúde pública. Elas geram riscos não só ao usuário, mas para todos que cruzam com ele no trajeto”, destaca o diretor-geral da autarquia, Marcos Traad. 

Em todo Brasil, os veículos pesados estão envolvidos em cerca de 40% dos acidentes com vítimas fatais. Nos EUA, onde grandes transportadoras utilizam o exame há 10 anos, o índice de acidentes com profissionais sob efeito de substâncias psicoativas caiu para praticamente zero. 

Segundo o psicólogo especializado em Neurociência, Naim Akel Filho as drogas podem ter efeitos devastadores no trânsito.

“Mesmo em pequenas quantidades, as drogas interferem no funcionamento geral do cérebro, desorganizando as funções mentais/cerebrais. Diante de qualquer situação extraordinária ou inesperada - e que no trânsito ocorrem com frequência -, o cérebro é mais exigido e os efeitos das drogas fazem com que ele demore para reagir ou elicie respostas inadequadas, como acelerar em vez de frear”, explica.

VÍDEO: No depoimento divulgado no site www. detran.pr.gov.br/maioamarelo, inspirado em fatos reais, um caminhoneiro conta as consequências trágicas de usar estimulantes ao volante. 


“Quando a gente apaga com 40 toneladas de carga, acontece o que aconteceu comigo: você perde o volante, espreme um carro contra a mureta de proteção e escuta só os gritos no meio daquela bola de fogo”, lamenta.
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