Por 367 votos a favor e 146 contra, incluindo as abstenções, a Câmara dos Deputados decidiu dar continuidade ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. A partir de agora, cabe ao Senado Federal julgar o processo que acusa Dilma de crime de responsabilidade ao ter praticado as chamas pedaladas fiscais, como é conhecida a prática de atrasar repasses a bancos públicos a fim de cumprir as metas parciais da previsão orçamentária. A sessão que decidiu sobre o pedido de afastamento da presidente foi iniciada às 14h. A votação do processo, no entanto, começou por volta de 17:40h, porque antes, o relator do impeachment na Comissão Especial da Câmara, deputado Jovair Arantes (PTB-GO), defendeu o parecer, escrito por ele, favorável ao impedimento da presidente da República. Em seguida, os líderes partidários, recomendaram voto aos parlamentares. O primeiro deputado a votar foi Washington Reis (PMDB-RJ), que estava doente e, por isso, teve prioridade. O congressista votou pelo prosseguimento do impeachment. O presidente do PR, partido que decidiu votar contra o afastamento da presidente Dilma, deputado Alfredo Nascimento, anunciou, durante o voto, que vai deixar a presidência do partido para votar a favor do processo contra a petista.
“Majoritariamente, o partido decidiu encaminhar o voto não. Em respeito ao meu partido, aos meus colegas parlamentares, eu quero comunicar a esta casa que renuncio ao meu mandato de presidente nacional do Partido da República porque entendo meu voto de forma diferente e majoritariamente o povo do meu estado do Amazonas vota pelo impedimento. Eu voto sim, presidente.”

Por volta de 21:30h, mais da metade dos parlamentares já haviam votado, entre eles, o presidente da casa, Eduardo Cunha, do (PMDB-RJ). O parlamentar usou poucas palavras para se declarar favorável ao impeachment de Dilma.
“Que Deus tenha misericórdia desta nação. Eu voto sim.”

O voto que decretou a continuidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff foi dado pelo deputado Bruno Araújo (PSDB-PE). Contando com a decisão do parlamentar, 2/3 dos deputados se declararam a favor do impeachment, número necessário para o prosseguimento do pedido. Durante o voto, Bruno Araújo disse que dá voz dele saia o grito de esperança de milhões de brasileiros.
"Quanta honra o destino me reservou. De poder da, minha voz, sair o grito de esperança de milhões de brasileiros. Pernambuco nunca faltou ao Brasil. Carrego comigo nossas historias de luta pela liberdade e pela democracia. Por isso digo ao Brasil sim para o futuro."
O pedido de impeachment da presidente Dilma vai ser analisado agora pelo Senado Federal que pode manter a decisão dos deputados e instaurar o processo ou arquivar as investigações, sem analisar o mérito das denúncias. Caso o Senado concorde com a decisão da Câmara, a presidente da República é afastada por 180 dias, enquanto durar a análise do mérito das acusações contidas no pedido de impeachment.



Reportagem, João Paulo Machado
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