O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, foi o alvo da vigésima quarta fase da operação Lava Jato. Lula foi conduzido pela Polícia Federal ao Aeroporto de Congonhas, onde prestou depoimento. A ação, segundo o MPF, tem o objetivo de apurar crimes de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo a Petrobras. Em Curitiba, durante coletiva para esclarecer os desdobramentos da operação, o procurador da República, Carlos Fernando Lima, que integra a equipe de investigação da Operação Lava Jato, afirmou que existem indícios de que o ex-presidente Lula recebeu pagamento de vantagens das cinco maiores empreiteiras investigadas na operação policial.

“Os cinco maiores doadores do Instituto Lula, 60 por cento de todas as doações, pagas pelas cinco maiores empreiteiras envolvidas na operação Lava Jato. Nós temos os favores feitos pelas empreiteiras, OAS e Odebrecht, em um sítio que nos estamos investigando a propriedade, mas acreditamos até o momento ser realmente do senhor Luiz Inácio. Também temos o pagamento de benfeitorias no triplex no Guarujá. Esse é o momento de sermos republicanos. Não há ninguém isento de investigação no país.”

Segundo o procurador, entre os anos de 2011 e 2014, as empresas Camargo Corrêa, Odebrecht, UTC, OAS, Queiroz Galvão e Andrade Gutierrez, pagaram 60 por cento de todas as doações recebidas pelo Instituto Lula. Além disso, as mesmas empresas pagaram 47 por cento dos valores das palestras feitas por Lula no mesmo período. Durante a coletiva, Carlos Fernando Lima afirmou que, até o momento, não existe nenhuma explicação plausível para o pagamento de vantagens feito pelas cinco empresas ao ex-presidente.

“Hoje nos estamos analisando evidencias de que o ex-presidente e sua família receberam vantagens para eventualmente a consecução de atos dentro do governo. Isso ainda é uma hipótese investigativa, existem evidencias de pagamentos de vantagens, não há nenhuma motivação plausível para esse pagamento de vantagens.”

As investigações, de acordo com o procurador, têm o objetivo de descobrir se era o ex-presidente Lula que liderava esquema de desvio de dinheiro da Petrobras para financiamento político e enriquecimento pessoal.

O Instituto Lula, divulgou uma nota afirmando que a ação da Polícia Federal contra o ex-presidente é uma agressão ao estado de direito que atinge toda sociedade brasileira. Segundo o instituto, a ação da chamada Força Tarefa da Lava Jato é arbitrária, ilegal, e injustificável, além de constituir grave afronta ao Supremo Tribunal Federal. O Palácio do Planalto ainda não se manifestou sobre a operação da PF.

Reportagem, João Paulo Machado - Agencia do Radio
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