MOVIMENTO "CHEGA" SE MANIFESTA APÓS RELATO DE SUPOSTO RACISMO EM CMEI DE ARAPOTI

Coletivo afirma que duas trabalhadoras negras procuraram apoio após o episódio; providências estariam sendo adotadas junto aos órgãos competentes.

Imagem Ilustrativa: Voz do Povo (IA)


Da Redação | Por José Adão

O Movimento CHEGA de Arapoti divulgou uma nota à imprensa após duas mulheres negras, trabalhadoras de um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI), relatarem que teriam vivenciado uma situação de racismo.


Segundo o documento, a primeira nota de repúdio foi publicada na quarta-feira (16). O coletivo afirma que ouviu as duas trabalhadoras e ofereceu acolhimento e orientação. Conforme o movimento, elas estavam emocionalmente abaladas, fragilizadas e com medo quando procuraram ajuda.


A nota não identifica o CMEI, as trabalhadoras nem a pessoa apontada como responsável. Também não apresenta detalhes sobre quando e de que maneira o suposto episódio teria ocorrido. O movimento justifica a preservação das informações como uma forma de evitar a exposição e a revitimização das mulheres.


O CHEGA informou que providências legais e institucionais estariam sendo adotadas junto aos órgãos competentes e à rede de apoio. Entretanto, o documento não esclarece quais procedimentos foram abertos nem em qual etapa se encontra a apuração.


Pessoa apontada também seria mulher
O movimento afirma que a pessoa apontada como responsável pelo suposto episódio também seria uma mulher. Para o coletivo, essa circunstância não altera a necessidade de acolhimento das trabalhadoras, investigação dos fatos e eventual responsabilização, caso a prática de racismo seja confirmada.

Na manifestação, o CHEGA se apresenta como um coletivo apartidário de mulheres e reafirma sua atuação no enfrentamento à violência e à discriminação. O grupo também declarou solidariedade às trabalhadoras e defendeu que o caso seja apurado conforme a legislação.

Até o momento, a nota apresentada pelo movimento constitui um relato sobre o episódio e não uma conclusão dos órgãos responsáveis pela investigação. Por esse motivo, o caso deve ser tratado como uma denúncia ou suspeita enquanto os fatos são formalmente esclarecidos.


O Portal Voz do Povo Arapoti mantém espaço aberto para manifestação da Prefeitura, da Secretaria Municipal de Educação e das demais pessoas ou instituições envolvidas, sempre com a preservação da identidade das trabalhadoras.


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