MORADORES DA ZONA RURAL DE ARAPOTI E SÃO JOSÉ DA BOA VISTA RELATAM UMA SEMANA SEM ENERGIA

Famílias e produtores das comunidades do Barreiro, Três Marcos e arredores cobram providências da Copel; FAEP também denuncia demora no atendimento rural

Foto: José Adão/ Voz do Povo
Editada (IA)


Da Redação | Por José Adão

Moradores e produtores rurais das comunidades do Barreiro, Três Marcos e localidades próximas, entre Arapoti e São José da Boa Vista, relatam estar há cerca de uma semana sem fornecimento de energia elétrica.



Segundo as informações encaminhadas ao Portal Voz do Povo, mesmo após diferentes contatos e registros feitos junto à Copel, o problema continua sem solução definitiva. Os moradores reclamam da demora no atendimento e da falta de uma previsão segura para o restabelecimento da eletricidade.

Na área rural, permanecer tantos dias sem energia não significa apenas ficar no escuro. A interrupção compromete o abastecimento de água, a conservação de alimentos e medicamentos, a comunicação das famílias e diversas atividades agropecuárias.


SEM ENERGIA, TAMBÉM PODE FALTAR ÁGUA
Muitas propriedades rurais dependem de bombas elétricas para retirar água de poços e abastecer residências, reservatórios e bebedouros utilizados pelos animais.

Sem eletricidade, as famílias podem ficar simultaneamente sem iluminação, água, refrigeração e comunicação. Para os produtores, o problema ainda atinge resfriadores de leite, ordenhadeiras, ventiladores de aviários, cercas elétricas e outros equipamentos indispensáveis ao trabalho diário.

Alguns produtores precisam recorrer a geradores abastecidos com diesel para evitar prejuízos ainda maiores. Entretanto, o custo do combustível e a necessidade de manter os equipamentos funcionando durante vários dias tornam a situação cada vez mais difícil.


MORADORES COBRAM UMA RESPOSTA DA COPEL
Os moradores das comunidades atingidas querem saber por que o atendimento está demorando tanto e quando o fornecimento será completamente normalizado.

Depois de aproximadamente uma semana, a cobrança já não envolve somente a interrupção provocada por condições climáticas. As famílias questionam a demora para localizar os danos, realizar os reparos necessários e apresentar uma resposta clara aos consumidores.

A situação exige atenção urgente, principalmente porque envolve comunidades rurais, onde a falta de energia pode comprometer animais, produção de alimentos, medicamentos e o abastecimento de água.


FAEP TAMBÉM COBRA PROVIDÊNCIAS
O problema enfrentado na região coincide com uma cobrança pública feita pelo Sistema FAEP à Copel.

Em publicação divulgada nesta sexta-feira (4), a entidade relatou casos de propriedades rurais que permaneceram durante horas ou dias sem eletricidade após os temporais registrados no Paraná. Também foram apontadas falhas no atendimento e protocolos encerrados antes da solução dos problemas.

De acordo com o Sistema FAEP, mais de cem produtores de municípios do Noroeste do Estado enfrentaram interrupções depois do temporal de 31 de agosto. Também foram registrados problemas em Marechal Cândido Rondon e Porto Amazonas, nos Campos Gerais.

Em algumas propriedades, a falta de energia teria chegado a 48 horas. Existem relatos de utilização de geradores a diesel e até de descarte de leite devido à falta de refrigeração.


POUCAS HORAS PODEM CAUSAR GRANDES PREJUÍZOS
O presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, afirma que a entidade cobra há anos investimentos na rede elétrica rural, manutenção adequada e maior agilidade no atendimento aos produtores.

Conforme a entidade, poucas horas sem eletricidade podem resultar em mortalidade de animais, perda de alimentos, descarte da produção e gastos elevados com geradores.

No caso das comunidades do Barreiro, Três Marcos e arredores, o período relatado pelos moradores é ainda mais preocupante: aproximadamente uma semana esperando pelo restabelecimento do serviço.


REGISTROS E COMPROVANTES
O Sistema FAEP orienta que toda interrupção seja formalmente registrada na Copel. Os consumidores também devem guardar:

  • números dos protocolos de atendimento;
  • fotografias e vídeos;
  • notas fiscais de combustível para geradores;
  • comprovantes de alimentos, leite ou medicamentos perdidos;
  • registros de danos em equipamentos;
  • documentos relacionados a outros prejuízos provocados pela interrupção.

Essas informações podem ser importantes para comprovar o período sem energia e eventuais perdas sofridas.

CANAIS PARA PRODUTORES RURAIS
Os produtores podem entrar em contato com o serviço Copel Agro pelo telefone 0800 643 7676 ou pelo WhatsApp (41) 3013-8970.

O Portal Voz do Povo mantém espaço aberto para que a Copel esclareça o motivo da demora, informe quantas propriedades foram atingidas e apresente uma previsão para a normalização do fornecimento nas comunidades do Barreiro, Três Marcos e demais localidades afetadas.

Fonte complementar: Sistema FAEP

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