POSSÍVEL FIM DO GRUPO FADA ACENDE ALERTA: QUEM VAI ATENDER OS ANIMAIS EM ARAPOTI?

Imagem: Voz do Povo (IA)


Da Redação | Por José Adão

A intenção de encerrar as atividades do Grupo Francisco de Assis Defensores dos Animais (Grupo FADA) acende um alerta em Arapoti: o que acontecerá com os animais de rua e com as famílias que dependem dos atendimentos viabilizados pela associação?


A preocupação aumenta porque o Grupo FADA mantém parcerias com a Prefeitura envolvendo recursos públicos justamente para castrações, microchipagens e atendimento médico-veterinário.

Somente neste ano, o Município anunciou repasse mensal de R$ 8 mil para castração e microchipagem e, posteriormente, R$ 50 mil para atendimento veterinário e ações de proteção e bem-estar animal.

Se o Grupo FADA deixar de existir, portanto, a questão não termina no fechamento de uma associação. É preciso saber o que acontecerá com essas parcerias, com eventuais recursos ainda vinculados aos projetos e, principalmente, quem continuará prestando os atendimentos.


PREFEITURA CONFIRMA OFÍCIO
A possibilidade de encerramento já chegou oficialmente ao Município.

A Prefeitura confirmou ao Voz do Povo que recebeu um ofício do Grupo FADA comunicando a intenção de encerrar a associação. O documento está sendo analisado pelo setor Jurídico e, por enquanto, o Município informou que não irá se posicionar sobre o caso.

Segundo informações obtidas pela reportagem, uma assembleia também teria aprovado o encerramento das atividades. O Voz do Povo ainda não teve acesso à ata.


EXISTE INTERESSE EM MANTER O GRUPO FADA
Outro ponto importante é que, segundo fontes ouvidas pelo Voz do Povo, há pessoas ligadas à causa animal interessadas em assumir o Grupo FADA e dar continuidade ao trabalho da associação.

E essa possibilidade pode ser fundamental.

Criar simplesmente uma nova associação não significa poder assumir imediatamente as parcerias existentes. Para celebrar convênios e receber recursos públicos do Município, uma nova entidade precisa cumprir um período mínimo de existência e outros requisitos legais antes de estar habilitada.

Por isso, antes de extinguir uma associação que atua há anos no município, surge uma questão inevitável: havendo pessoas interessadas em continuar o trabalho, existe possibilidade de renovar a direção e preservar o Grupo FADA?


E O DINHEIRO DESTINADO AOS ATENDIMENTOS?
Também precisa ser esclarecido o destino dos recursos das parcerias caso o encerramento seja efetivado.

Não é possível afirmar neste momento que esses valores serão perdidos ou devolvidos. Isso dependerá da situação de cada parceria e da análise jurídica que está sendo realizada.

Mas existe uma preocupação concreta: se a parceria for interrompida, como serão mantidos os serviços que seriam custeados por esses recursos?

Enquanto documentos são analisados, os animais continuam precisando de castrações, atendimento veterinário e socorro.


DIREÇÃO DO GRUPO FADA NÃO RESPONDEU
O Voz do Povo procurou a presidente e a vice-presidente do Grupo FADA e encaminhou questionamentos sobre o encerramento, os motivos da decisão, as parcerias existentes e a possibilidade de outra diretoria assumir a entidade.

Até o fechamento desta matéria, não houve resposta. O espaço permanece aberto para manifestação.

O encerramento de uma associação é uma decisão que precisa seguir suas regras estatutárias e legais. Mas, no caso do Grupo FADA, existe uma questão de interesse público que não pode ficar sem resposta:

se o Grupo FADA fechar, quem continuará atendendo os animais que hoje dependem desse trabalho?

E, se existem pessoas dispostas a continuar, não seria melhor preservar uma estrutura construída ao longo de anos do que começar tudo novamente do zero?

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