A Polícia Civil do Paraná (PCPR) concluiu, nesta segunda-feira (24), o inquérito policial que investigou a morte de uma criança, de 4 anos, após atendimento em uma unidade hospitalar de Joaquim Távora, na região Norte Pioneiro do Estado.
Os fatos ocorreram entre a noite de 9 de junho e a manhã de 10 de junho de 2026. Na ocasião, a criança foi encaminhada à unidade hospitalar para atendimento médico e permaneceu em observação durante a madrugada. No decorrer do atendimento, houve agravamento do quadro clínico e, na manhã seguinte, veio a óbito.
A PCPR tomou conhecimento do caso após representação encaminhada pelo Conselho Tutelar, que havia sido procurado pelos familiares da criança diante de questionamentos relacionados ao atendimento prestado.
De acordo com o delegado da PCPR Jean Paulo Da Silva Brunhari, a partir das informações, foi instaurado inquérito policial para apurar as circunstâncias do óbito e eventual responsabilidade criminal dos profissionais envolvidos.
Durante a investigação, foram realizadas oitivas, análise de prontuários e registros hospitalares, obtenção de documentos e exames, além de perícia médico-legal. As diligências permitiram analisar a sequência do atendimento e individualizar as condutas dos profissionais que atuaram durante o período investigado.
As investigações apontaram que, diante da evolução do quadro clínico da criança, não teriam sido adotadas, no momento adequado, todas as medidas de avaliação, comunicação, monitoramento e acompanhamento exigidas pelas circunstâncias. Também foram identificadas falhas na transmissão de informações relacionadas à evolução do quadro entre os profissionais responsáveis pelo atendimento.
O laudo pericial elaborado pela Polícia Científica do Paraná, apontou que o quadro apresentado pela criança demandava acompanhamento e intervenção compatíveis com sua gravidade e identificou inobservância de regras técnicas profissionais durante o atendimento.
A partir da análise do conjunto probatório, a autoridade policial concluiu pela existência de elementos de materialidade e autoria de homicídio culposo, em razão da violação dos deveres objetivos de cuidado atribuídos aos profissionais, considerando as condutas individualmente apuradas.
“Ao final das investigações, um médico, uma enfermeira e duas técnicas de enfermagem foram indiciados por homicídio culposo, com incidência das disposições legais relacionadas à inobservância de regra técnica de profissão”, explicou o delegado.
Com a conclusão do inquérito, o procedimento foi relatado e encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para análise e adoção das providências cabíveis. Também foi determinada a remessa de cópias aos respectivos conselhos profissionais para conhecimento e eventual apuração na esfera administrativa.
FONTE: PCPR



































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