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| IMAGEM: REPRODUÇÃO VIDEO FACEBOOK |
Da Redação | Por José Adão
O prefeito de Jaguariaíva, Juca Sloboda, divulgou nesta quarta-feira (26) imagens de um grande estoque de figurinhas produzidas para o projeto comemorativo dos 200 anos do município, realizado em 2023.
Ao lado do vice-prefeito Reginaldo Cheirubim, Juca mostrou 170 caixas armazenadas no almoxarifado da Secretaria Municipal de Educação. Segundo ele, cada caixa contém aproximadamente 3 mil figurinhas, totalizando mais de 510 mil unidades.
O material foi adquirido durante a administração anterior e, conforme as informações apresentadas pelo prefeito, o projeto teria custado aproximadamente R$ 461 mil aos cofres municipais.
“Os 200 anos já passaram. O material sobrou e agora está parado, ocupando espaço e sem ter mais utilidade para aquilo que foi comprado”, declarou Juca na publicação feita em suas redes sociais.
PROJETO FOI LANÇADO EM 2023
Intitulado “Conhecendo Nossa História”, o álbum foi lançado em julho de 2023, durante a administração da então prefeita Alcione Lemos, como parte das comemorações do bicentenário de Jaguariaíva.
A iniciativa apresentava informações sobre a história, a cultura e os pontos turísticos do município, além de integrar as ações do Projeto Municipal de Educação Fiscal.
Os álbuns foram distribuídos aos alunos da rede municipal. As figurinhas poderiam ser obtidas mediante a apresentação de notas e cupons fiscais, além de comprovantes de pagamento do IPTU de 2022 e 2023.
A cada R$ 50 em comprovantes, o participante recebia um pacote com cinco figurinhas. O objetivo era incentivar crianças e famílias a exigirem a nota fiscal e compreenderem a importância dos tributos. O funcionamento do projeto foi divulgado em julho de 2023.
QUANTIDADE QUE SOBROU CHAMA ATENÇÃO
O questionamento apresentado pelo prefeito está concentrado principalmente na quantidade de material que permaneceu sem utilização depois das comemorações.
Como as figurinhas foram produzidas especificamente para o bicentenário, celebrado em setembro de 2023, Juca afirma que o estoque perdeu sua finalidade original e poderá acabar sendo encaminhado para reciclagem.
O prefeito questionou quem definiu a quantidade, quais estudos foram utilizados para calcular a demanda, quem autorizou a aquisição e por que mais de meio milhão de figurinhas permaneceram guardadas.
CASO SERÁ ENCAMINHADO À JUSTIÇA
Juca anunciou que a Prefeitura reunirá os documentos da contratação e encaminhará o material aos órgãos competentes para a apuração de eventuais responsabilidades.
“Alguém comprou, alguém decidiu e alguém gastou. Se houve irresponsabilidade, quem fez tem que responder”, afirmou.
Até o momento, porém, não existe decisão judicial ou conclusão de auditoria apontando irregularidade na contratação. O que existe é a denúncia apresentada pelo prefeito e o anúncio do envio dos documentos para investigação.
Também será necessário esclarecer se os R$ 461 mil correspondem exclusivamente às figurinhas e aos álbuns ou ao conjunto completo do projeto, incluindo criação, impressão, distribuição e outras ações. O valor específico do material que permaneceu armazenado ainda não foi detalhado documentalmente.
PREFEITO COMPARA VALORES
Juca também comparou o valor atribuído ao projeto anterior com o programa de Educação Fiscal desenvolvido atualmente pelo município.
Segundo ele, a nova iniciativa utiliza principalmente servidores e equipes da própria Prefeitura e prevê aproximadamente R$ 8 mil em premiações aos estudantes.
Para uma comparação completa, entretanto, será necessário conhecer todos os itens, serviços e quantidades incluídos na contratação realizada em 2023.
ESPAÇO ABERTO
Até a conclusão desta matéria, não havia sido localizada manifestação pública da ex-prefeita Alcione Lemos ou dos antigos responsáveis pelo projeto sobre os questionamentos apresentados.
O Voz do Povo mantém o espaço aberto para os esclarecimentos da administração anterior, dos responsáveis pela contratação e da empresa fornecedora.
O caso deixa uma pergunta que precisa ser respondida: por que mais de 510 mil figurinhas permaneceram guardadas três anos depois do bicentenário e qual é o valor real do material que não foi utilizado?




















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