INVESTIGAÇÃO DA POLÍCIA CIVIL DE ARAPOTI LEVA À PRISÃO DE SUSPEITO DE EXPLORAÇÃO SEXUAL INFANTIL NA BAHIA

Divulgação PCPR


Da Redação | Por José Adão

Uma investigação iniciada pela Delegacia da Polícia Civil de Arapoti resultou na prisão de um jovem de 21 anos, suspeito de integrar uma série de crimes de exploração sexual cibernética contra crianças. A ação, considerada um importante desdobramento do trabalho investigativo desenvolvido no Paraná, foi realizada nesta semana no município de Teolândia, no estado da Bahia, em uma operação conjunta entre a Polícia Civil do Paraná (PCPR) e o GATTI da Polícia Civil da Bahia (PCBA).


O suspeito foi preso preventivamente e também teve sua residência alvo de mandado de busca e apreensão. A operação ocorreu de forma tranquila, sem resistência ou incidentes.

Divulgação PCPR

Durante as diligências, os policiais apreenderam:
  • um aparelho celular.
  • um videogame PlayStation 4 (PS4).
  • dois pendrives.
Todo o material será submetido à perícia técnica especializada, que buscará extrair provas digitais capazes de fortalecer o inquérito e identificar possíveis novas vítimas.


Investigação começou em Arapoti
Toda a investigação teve início no fim de outubro de 2025, quando uma mãe procurou a Polícia Civil de Arapoti após descobrir que sua filha, de apenas 10 anos, estava sendo vítima de aliciamento pela internet.


Segundo a investigação, a mulher encontrou a menina durante a madrugada utilizando o celular escondida. Ao verificar o aparelho, percebeu que a criança mantinha conversas com um perfil do Instagram, cujo primeiro contato havia acontecido através da plataforma de jogos online Roblox.


A partir dessa denúncia, investigadores da Delegacia de Arapoti iniciaram um intenso trabalho de inteligência que permitiu rastrear o suspeito e desvendar um esquema de exploração sexual infantil praticado pela internet.

Predador virtual agia contra diversas crianças
Conforme apurado pela Polícia Civil, o investigado utilizava perfis falsos para se passar por adolescentes de 13 a 15 anos, conquistando a confiança de meninas, geralmente com cerca de 12 anos de idade.


Depois de criar um vínculo de amizade, ele passava a exigir o envio de fotografias íntimas das vítimas usando roupas íntimas. Em seguida, enviava imagens de sua própria genitália e orientava as crianças a apagarem todas as mensagens para impedir que os pais descobrissem os abusos.

As investigações também apontaram que outras menores foram identificadas como vítimas do suspeito. Algumas chegaram a ser induzidas a produzir vídeos com conteúdo sexual explícito, material que, segundo a Polícia Civil, era armazenado pelo investigado.


Crimes graves
Com o cumprimento da prisão preventiva, o jovem responderá por diversos crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), entre eles:
  • Aliciamento de criança para prática de ato libidinoso;
  • Satisfação de lascívia mediante presença de criança;
  • Produção de cena de sexo explícito envolvendo vulnerável;
  • Armazenamento de pornografia infantil.

A Polícia Civil destaca que as investigações continuam e não descarta a identificação de outras vítimas em diferentes estados do país, já que os crimes eram praticados por meio da internet.


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