Lavouras atravessam fases decisivas, como floração, enchimento dos grãos e começo da colheita; umidade favorece o aparecimento de doenças
Da Redação | Por José Adão
O excesso de umidade está dificultando o manejo das lavouras de trigo no Paraná justamente quando parte das plantações atravessa fases decisivas para a produtividade e a qualidade dos grãos.
Segundo o levantamento, as lavouras de trigo encontram-se em diferentes estágios de desenvolvimento, desde a floração e o enchimento dos grãos até a maturação e o começo da colheita.
O relatório aponta que as condições climáticas permitiram a realização de tratamentos fitossanitários em algumas áreas. Entretanto, os períodos prolongados de chuva dificultaram o manejo e favoreceram o aparecimento de manchas nas plantas.
UMIDADE AUMENTA PREOCUPAÇÃO
A presença constante de umidade pode criar condições favoráveis ao desenvolvimento de doenças fúngicas. O problema merece atenção especialmente durante a floração e o enchimento dos grãos, etapas importantes para a definição da produtividade e da qualidade do trigo.
Além de dificultar a entrada de máquinas nas propriedades, a chuva também pode impedir que os produtores realizem a aplicação de produtos no momento adequado.
Nas lavouras mais adiantadas, que já estão próximas da colheita, a continuidade das chuvas pode afetar a qualidade do cereal. No entanto, o relatório estadual não apresenta, até o momento, uma estimativa de perdas provocadas pela umidade.
Arapoti e os municípios vizinhos possuem forte ligação com a produção de grãos e com as atividades desenvolvidas pelas cooperativas agrícolas.
Apesar da preocupação causada pelo excesso de chuva no Paraná, ainda não existe uma confirmação oficial de perdas nas lavouras de trigo de Arapoti. A situação local dependerá do estágio de cada plantação, do volume acumulado de chuva e das condições para a realização do manejo.
A preocupação aumenta diante da previsão de novos períodos de instabilidade. O Instituto Nacional de Meteorologia emitiu alertas para chuva intensa, ventos fortes e possibilidade de granizo na região.
SAFRA JÁ COMEÇOU MENOR
A safra paranaense de trigo de 2026 já começou cercada de cautela. A primeira estimativa do Deral indicava produção de aproximadamente 2,53 milhões de toneladas, com redução de 12% em relação ao ciclo anterior.
O recuo foi atribuído principalmente à diminuição da área plantada e às preocupações dos produtores com custos, remuneração e riscos climáticos.
Com parte das lavouras entrando na reta final, o comportamento do clima nas próximas semanas será determinante para o resultado da safra.
Fonte: Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná.

















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