AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRE VENDA DE TERRENO EXPÕE CONTRADIÇÕES E CLIMA TENSO NA CÂMARA DE ARAPOTI




Da Redação | Por José AdãoVoz do Povo Arapoti

A noite desta quinta-feira (27) na Câmara de Vereadores foi marcada por discussões acaloradas, contradições e um clima que deixa qualquer cidadão indignado. A audiência pública que debateu a possível venda do terreno municipal no Residencial Araucária revelou mais interesses particulares do que preocupação real com Arapoti.


Quem esteve presente viu claramente:
  • Discursos que mudam conforme a conveniência,
  • Pessoas defendendo apenas o que afeta seu próprio quintal,
  • Um ambiente político desgastado, que cansa e entristece.

Prefeito Irani Barros - Foto José Adão/Voz do povo

Prefeito defende uso público e critica aproveitamento restrito
O prefeito Irani Barros abriu a audiência defendendo que o terreno seja vendido, ou terá de receber uma destinação pública. Segundo ele, hoje a área é usada por apenas um pequeno grupo de moradores, o que não condiz com o interesse coletivo. Ele reforçou que, mesmo se o espaço continuar como bosque, será público e aberto a qualquer pessoa.

“Terreno público é público. Se continuar como bosque, vai entrar quem quiser entrar”, afirmou o prefeito.

 

Moradora defende manutenção da área verde
Uma moradora do Residencial Araucária falou em defesa do bosque, alegando que Arapoti sofre com escassez de árvores e que o corte da vegetação prejudicaria o habitat de animais e a tranquilidade do bairro.

Si
Aqui entra um ponto que precisa ser dito com clareza.
Quando se fala que a retirada das árvores daquele terreno “acabaria com a fauna da cidade” ou deixaria Arapoti sem áreas verdes, basta abrir o Google Maps para entender a situação real:

Ou seja: a fauna e a vegetação nativa de Arapoti não dependem exclusivamente daquele terreno.
Quem quiser conferir, basta abrir o mapa — a imagem fala por si.

Produtor rural cobra coerência ambiental
Um agricultor presente trouxe um ponto importante sobre desigualdade de exigências:

“Sou agricultor e sou obrigado a manter 20% da minha propriedade com mata nativa. Aqui na cidade cortam tudo, fazem calçada, e depois querem que os vizinhos mantenham árvores”.

 


Também lembramos que, durante a invasão da área do Parque Poti, quando moradores avançaram sobre uma faixa que eles alegavam não ser preservação, nenhum dos defensores mais exaltados apareceu para defender a natureza.

Interesses próprios? Falta transparência sobre quem quer comprar o terreno

Se tem uma coisa que a audiência deixou clara é que cada grupo defende apenas o que atinge sua própria rotina.

Enquanto uns falam de tranquilidade, outros falam de árvores — mas ninguém toca no ponto principal:
Qual é o real interesse em vender o terreno? 
A população quer e merece essa resposta.


Conclusão
A audiência pública revelou um debate cheio de contradições, discursos seletivos e pouco comprometimento com o bem coletivo.

O Voz do Povo segue acompanhando e cobrando transparência — sem medo de mostrar o que muita gente tenta esconder.

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