ALUNOS DE ARAPOTI MEDIAM CONFLITO, LEVAM BIOSSÓLIDO AO CAMPO E GARANTEM ACORDO QUE TIRA MAU CHEIRO DA ESCOLA

Projeto “Plantando Ideias, Colhendo Soluções!” vira exemplo no Agrinho 2025 e mostra que diálogo e tecnologia podem andar juntos no campo e na cidade

Imagens: Jessica Cristina Pinheiro
Gentimente cedidas ao Voz do Povo.

Da redação | Por José Adão

Problema antigo, solução construída
Na Escola Municipal Clotário Portugal, em Arapoti, o incômodo do mau cheiro por esterco sem tratamento aplicado em lavouras próximas virou oportunidade de aprendizado. A profª Jéssica Cristina Pinheiro
e seus alunos criaram o projeto “Plantando Ideias, Colhendo Soluções!”, dentro do tema do Agrinho 2025 – Festejando a conexão campo e cidade.


Do mau cheiro ao biossólido
Em 2024, a escola já havia apontado como alternativa o biossólido da Sanepar — adubo sem odor forte, rico em nutrientes e gratuito para produtores. Mas em 2025, ao sentirem novamente o cheiro forte durante uma atividade, os alunos decidiram ir além: estudar, dialogar e buscar solução definitiva.

Democracia na prática
A turma participou de palestras com advogados, visitou Prefeitura, Câmara e Fórum, e entendeu por que um projeto de lei sobre o tema não avançou: faltavam alternativas que não prejudicassem a produção agrícola. Produtores, por sua vez, pediam apoio técnico para mudar o manejo.


Biossólido no campo e parcerias
O Colégio Agrícola adotou o biossólido, mas precisava de maquinário para aplicação. A solução veio do produtor Hans Prix, que cedeu equipamentos, equipe e acompanhou as análises de solo, mostrando que a união de forças funciona.

Boas práticas e tecnologia
Os alunos também conheceram meliponicultura com Pedro Selacheck, participaram do 3º Seminário de Apicultura de Arapoti e visitaram a Fazenda Lagoa Dourada, onde viram compost barn, energia solar e certificações de qualidade — exemplos de que produção e sustentabilidade podem andar lado a lado.


Roda de conversa: todos à mesa
A etapa decisiva foi uma roda de conversa reunindo produtores, Sanepar, Prefeitura, Meio Ambiente, Defesa Civil, CAPAL e comunidade. O resultado foi um acordo local: ajustar o manejo, evitar aplicação em dias letivos e controlar o uso das esterqueiras, com acompanhamento técnico e fiscalização.


Resultado que fica
O projeto foi apresentado na Expoleite, rendeu entrevistas para rádio e até prêmio na Semana de Valorização do Agronegócio. Mais que um trabalho escolar, virou um exemplo de como educação, tecnologia e diálogo podem resolver problemas reais.




















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